Como os deslizamentos criam ondas gigantes de rocha que se movem em alta velocidade?
Deslizamentos de terra podem atingir 160 km/h e agir como ondas gigantescas de rocha e detritos.
Quando montanhas colapsam, a mistura de solo, rocha e água cria um fluxo de detritos com comportamento fluido. Em 1958, um deslizamento na Baía de Lituya, no Alasca, gerou o maior megatsunami da história, com uma onda de 524 metros de altura.
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O fenômeno descrito é conhecido tecnicamente como fluxo de detritos ou 'sturzstrom', um tipo de deslizamento de terra de longo alcance que se comporta como um fluido de alta viscosidade. A física por trás dessa velocidade extrema envolve a liquefação parcial da massa e a redução do atrito basal, muitas vezes causada por colchões de ar aprisionados ou pressão de poros de água. O exemplo mais extremo registrado ocorreu em 9 de julho de 1958, na Baía de Lituya, Alasca, e não em 1934 na Noruega como sugerido inicialmente.Nesse evento, um terremoto de magnitude 7,8 na Falha de Fairweather causou o desprendimento de 30 milhões de metros cúbicos de rocha de uma altura de 914 metros. O impacto dessa massa na água gerou uma onda de 524 metros, que varreu a vegetação e o solo até a rocha exposta. Este evento foi documentado por geólogos como Don Miller, do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que mediu a altura do dano na encosta oposta.A dinâmica desses fluxos é estudada para mitigar desastres em regiões como os Alpes e os Andes. A velocidade de 160 km/h é alcançada devido à conversão massiva de energia potencial em energia cinética, onde a massa em movimento supera a resistência interna do material. Pesquisas modernas utilizam modelos computacionais para prever o 'run-out' (distância percorrida), ajudando a salvar vidas em áreas vulneráveis a movimentos de massa.
Fato verificado
FP-0008006 · Feb 20, 2026