Como as abelhas usam o magnetismo para encontrar flores?

Como as abelhas usam o magnetismo para encontrar flores?

Abelhas possuem bússolas internas feitas de cristais magnéticos em seus abdômenes.

Esses insetos usam minúsculos cristais de magnetita para detectar o campo magnético da Terra. Esse sentido permite que elas naveguem com precisão entre as flores e a colmeia, mesmo em dias nublados. Ao combinar essa bússola biológica com sua famosa dança, elas guiam outras abelhas até o alimento com exatidão.
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A capacidade das abelhas de detectar campos magnéticos é conhecida como magnetorrecepção. Pesquisas realizadas por cientistas como Deborah Binhi, da Universidade de São Paulo, identificaram grânulos de magnetita (um óxido de ferro magnético) localizados em células específicas no abdômen das abelhas operárias. Esses cristais funcionam como agulhas de bússola microscópicas que reagem às variações do magnetismo terrestre.Estudos publicados na revista Nature indicam que esses sensores estão conectados ao sistema nervoso do inseto, permitindo que ele processe informações espaciais complexas. Além da magnetita, as abelhas utilizam fotorreceptores sensíveis à luz ultravioleta e à luz polarizada para se localizarem. Isso garante que elas mantenham a rota correta mesmo quando o sol está completamente escondido por nuvens densas.A integração desses dados ocorre durante a famosa 'dança do requebrado', descrita originalmente pelo etólogo Karl von Frisch, que ganhou o Prêmio Nobel em 1973. Durante a dança, a abelha comunica a distância e a direção da fonte de néctar em relação à posição do sol ou ao eixo magnético. Essa redundância sensorial é vital para a sobrevivência da colônia, permitindo a coleta eficiente de recursos em diferentes condições climáticas.
Fato verificado FP-0010144 · Feb 22, 2026

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