O que descobrimos ao sequenciar o genoma do tomate?
O sequenciamento completo do genoma do tomate revelou os segredos genéticos de seu sabor e resistência.
Em 2012, cientistas mapearam cerca de 35.000 genes do tomate. Essa descoberta permitiu identificar os genes exatos que controlam o açúcar, a firmeza e a defesa natural contra pragas. Com esses dados, é possível criar frutos mais saborosos e duradouros sem depender tanto de agrotóxicos.
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O Projeto Internacional de Sequenciamento do Genoma do Tomate (TGC) publicou seus resultados na revista Nature em 31 de maio de 2012. O consórcio envolveu mais de 300 cientistas de 14 países, incluindo Brasil, Estados Unidos e China. Eles utilizaram a variedade Solanum lycopersicum, conhecida como Heinz 1706, para servir como o genoma de referência padrão.O estudo revelou que o tomate possui aproximadamente 35.000 genes distribuídos em 12 cromossomos. Comparado com seu parente selvagem, o Solanum pimpinellifolium, o tomate doméstico apresenta apenas 0,6% de divergência genética. Essa proximidade permitiu identificar genes específicos responsáveis pela biossíntese de voláteis que conferem o aroma característico do fruto.Um dos maiores avanços foi a descoberta de genes que regulam a produção de etileno, o hormônio do amadurecimento. Isso possibilitou o desenvolvimento de técnicas para prolongar a vida útil do tomate nas prateleiras sem sacrificar o sabor. Além disso, o mapeamento facilitou a identificação de genes de resistência (genes R) que combatem fungos e bactérias de forma natural.Essa base de dados genômica é fundamental para a segurança alimentar global. Ao entender a arquitetura genética, produtores podem selecionar variedades que exigem menos água e defensivos químicos. O impacto na agricultura moderna é imenso, permitindo que o melhoramento genético seja feito de forma muito mais precisa e rápida do que nos métodos tradicionais de cruzamento.
Fato verificado
FP-0007514 · Feb 20, 2026