Por que os hospitais usam sacos vermelhos para descartar o lixo?
Hospitais utilizam sacos vermelhos para identificar resíduos biológicos que devem ser esterilizados antes do descarte final.
Lixo hospitalar com sangue ou fluidos não pode ir para aterros comuns. Esses resíduos são tratados em autoclaves, que usam vapor a 121 °C para eliminar vírus e bactérias. Após a esterilização e trituração, o material torna-se seguro para o descarte. A cor vermelha serve como um alerta visual crítico para evitar acidentes biológicos.
Nerd Mode
A padronização de cores para resíduos de saúde no Brasil é definida pela Resolução RDC nº 222/2018 da ANVISA e pela Resolução CONAMA nº 358/2005. O Grupo A de resíduos, identificado pela cor vermelha ou branca com o símbolo de risco biológico, engloba materiais com presença de agentes biológicos que podem causar infecções. O processo de autoclavagem foi aperfeiçoado por Charles Chamberland em 1879 e continua sendo o padrão ouro para esterilização hospitalar. Para garantir a eficácia, o equipamento opera geralmente a 121 °C sob uma pressão de aproximadamente 1 kgf/cm² por um período de 15 a 30 minutos. Esse calor úmido causa a coagulação das proteínas das membranas celulares de microrganismos, destruindo até esporos bacterianos altamente resistentes. Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 15% do lixo gerado por atividades de saúde é considerado perigoso, podendo ser infeccioso, tóxico ou radioativo. Em grandes centros urbanos como São Paulo, a gestão desses resíduos é vital para prevenir surtos de doenças como Hepatite B e C. A trituração posterior à autoclavagem reduz o volume do lixo em até 80%, facilitando o transporte e garantindo que materiais como seringas não sejam reutilizados ilegalmente.
Fato verificado
FP-0009042 · Feb 20, 2026