Como surgiram os primeiros ímãs usados pela humanidade?
Antigos navegadores usavam pedras magnetizadas por raios para criar as primeiras bússolas da história.
A pedra-ímã é uma forma magnética do mineral magnetita. Quando um raio atinge o solo, sua descarga elétrica reorganiza os átomos da rocha e a transforma em um ímã natural. Marinheiros usavam essas pedras para magnetizar agulhas e navegar pelos oceanos.
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A magnetita (Fe3O4) é um mineral comum, mas nem toda magnetita é naturalmente magnética. Para se tornar uma pedra-ímã, o mineral precisa passar por um processo de magnetização intensa. Estudos realizados por pesquisadores como Peter Wasilewski, da NASA, sugerem que a causa principal dessa magnetização são as descargas elétricas de raios.Um raio pode carregar uma corrente de até 100.000 amperes, gerando um campo magnético extremamente forte por um curto período. Esse campo é suficiente para alinhar os domínios magnéticos dentro da magnetita de forma permanente. Esse fenômeno explica por que as pedras-ímã são encontradas principalmente na superfície da Terra e não em camadas profundas.O uso prático dessas pedras na navegação foi documentado pela primeira vez na China, durante a Dinastia Han, entre o século II a.C. e o século I d.C. Mais tarde, no século XII, o autor inglês Alexander Neckam descreveu o uso da agulha magnética por marinheiros na Europa. Antes da invenção da bússola, os navegadores dependiam apenas do sol e das estrelas, o que tornava as viagens impossíveis em dias nublados.A transição da pedra bruta para a agulha magnetizada permitiu a Era das Grandes Navegações. Sem essa interação física entre a eletricidade atmosférica e os minerais terrestres, a exploração global teria sido atrasada por séculos. Hoje, a ciência utiliza o magnetismo remanescente nessas rochas para estudar a história do campo magnético da Terra.
Fato verificado
FP-0010155 · Feb 22, 2026