Um esquilo conseguiria sobreviver a uma queda de um arranha-céu?
Esquilos podem sobreviver a quedas de qualquer altura devido à sua baixa velocidade terminal.
Diferente dos humanos, que atingem 190 km/h em queda livre, a velocidade máxima de um esquilo é de apenas 32 km/h. Seu corpo leve e cauda volumosa funcionam como um paraquedas natural, aumentando a resistência do ar. Além disso, suas articulações flexíveis absorvem o impacto, permitindo que sobrevivam a quedas de prédios altíssimos sem ferimentos fatais.
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A física por trás da sobrevivência do esquilo reside na relação entre massa e área de superfície. De acordo com a Lei do Quadrado-Cubo, conforme um objeto diminui de tamanho, sua massa diminui muito mais rápido do que sua área de superfície. Isso significa que animais pequenos como o esquilo-cinzento (Sciurus carolinensis) possuem uma resistência aerodinâmica proporcionalmente muito maior do que animais grandes.Estudos biomecânicos indicam que a velocidade terminal de um esquilo é de aproximadamente 9 metros por segundo (32 km/h). Para um ser humano, essa velocidade é letal porque a energia cinética no impacto é massiva. No entanto, para o esquilo, essa velocidade é baixa o suficiente para que seus ossos e tecidos absorvam a energia sem quebrar. A cauda atua não apenas como paraquedas, mas também como um leme aerodinâmico para garantir que ele pouse com as quatro patas.Além da resistência do ar, a estrutura esquelética desses roedores é altamente adaptada para saltos e quedas. Seus tornozelos podem girar 180 graus, permitindo que as patas se posicionem perfeitamente para amortecer o choque. Pesquisadores da Universidade de Nebraska observaram que essa combinação de leveza e flexibilidade torna o esquilo virtualmente imune a mortes por queda livre, independentemente da altura inicial.Teoricamente, um esquilo poderia cair do topo do Burj Khalifa, a 828 metros de altura, e sair ileso. Como ele atinge sua velocidade máxima (terminal) logo nos primeiros metros, a força do impacto será a mesma, seja caindo de 20 metros ou de 800 metros. Essa característica evolutiva é essencial para animais que passam a maior parte da vida em copas de árvores instáveis.
Fato verificado
FP-0007569 · Feb 20, 2026