Por que a NASA testa seus rovers de Marte no Deserto do Atacama?

Por que a NASA testa seus rovers de Marte no Deserto do Atacama?

O Deserto do Atacama é tão parecido com Marte que a NASA o utiliza para treinar robôs espaciais.

Com solo rico em óxido de ferro e quase nenhuma matéria orgânica, certas áreas do Atacama replicam fielmente as condições do Planeta Vermelho. Desde os anos 90, a NASA testa rovers e perfuratrizes no deserto chileno para garantir que os equipamentos sobrevivam à radiação intensa e à aridez extrema de Marte.
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Localizado no Chile, o Deserto do Atacama é considerado o lugar mais seco da Terra, com algumas estações meteorológicas nunca tendo registrado chuva em toda a sua história. Essa aridez extrema é causada pela sombra de chuva da Cordilheira dos Andes e pela Corrente de Humboldt, criando um ambiente hiperárido que serve como o análogo terrestre perfeito para o solo marciano.A semelhança química é impressionante, especialmente pela presença de percloratos e altos níveis de óxido de ferro, que dão a Marte sua cor avermelhada. Em 2003, um estudo liderado pelo Dr. Chris McKay, do Centro de Pesquisa Ames da NASA, utilizou o Atacama para validar os limites da vida microbiana. Os pesquisadores descobriram que o solo do deserto era tão estéril quanto o solo analisado pelas missões Viking em Marte na década de 1970.Além da química, a radiação ultravioleta (UV) no Atacama é uma das mais altas do mundo devido à altitude elevada e à atmosfera rarefeita. Isso permite que engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) testem a durabilidade de componentes eletrônicos e sensores ópticos. Equipamentos dos rovers Spirit, Opportunity e Curiosity passaram por rigorosos testes de campo no deserto antes de serem lançados ao espaço.Recentemente, a missão ARADS (Atacama Rover Astrobiology Drilling Studies) focou em testar brocas capazes de perfurar o solo em busca de vida subterrânea. Como o Atacama abriga bactérias extremófilas que sobrevivem com quase nenhuma água, ele fornece um modelo biológico vital para astrobiólogos. Esses estudos ajudam a definir onde e como procurar por bioassinaturas em futuras missões tripuladas ou robóticas a Marte.
Fato verificado FP-0004638 · Feb 19, 2026

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