Como os iaques conseguem gerar o próprio calor?
Os iaques sobrevivem ao frio extremo usando o próprio estômago como um aquecedor interno.
Como são ruminantes, os iaques possuem bactérias no estômago que fermentam fibras vegetais. Esse processo químico libera calor, funcionando como uma fornalha biológica que mantém o animal aquecido em temperaturas abaixo de zero.
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O iaque (Bos grunniens) é um dos poucos mamíferos capazes de prosperar em altitudes de até 6.000 metros no Planalto Tibetano, onde as temperaturas caem rotineiramente para -40 °C. O segredo dessa resistência reside no seu sistema digestivo de quatro compartimentos, típico dos ruminantes. Durante a digestão, micro-organismos no rúmen realizam a fermentação anaeróbica de gramíneas e ervas resistentes.Esse processo bioquímico é altamente exotérmico, o que significa que a quebra das ligações químicas dos alimentos libera energia térmica diretamente no núcleo do animal. Estudos zoológicos indicam que a taxa metabólica do iaque é otimizada para que esse calor residual não seja apenas um subproduto, mas uma fonte vital de termorregulação. O calor gerado pela fermentação é tão intenso que ajuda a manter a temperatura corporal interna estável, mesmo quando o ar externo está congelante.Além da fornalha interna, o iaque possui adaptações fisiológicas complementares documentadas por pesquisadores da Universidade de Lanzhou. Eles apresentam pulmões e corações maiores para compensar o ar rarefeito, além de uma camada de gordura subcutânea espessa e pelos longos que retêm o calor produzido. Essa combinação de isolamento térmico e produção ativa de calor via digestão permite que a espécie sobreviva em condições que seriam fatais para outros bovinos domésticos.
Fato verificado
FP-0008833 · Feb 20, 2026