Como os satélites ajudam os agricultores a cuidar melhor de suas plantações?
Satélites monitoram a saúde das plantas através de cores invisíveis ao olho humano.
Ao captar a luz infravermelha próxima, satélites identificam plantações doentes ou secas antes mesmo de qualquer sinal visível. Plantas saudáveis refletem essa luz intensamente, enquanto vegetações sob estresse a absorvem, permitindo ações rápidas contra pragas e falta de água.
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O monitoramento da vegetação via satélite baseia-se no Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), criado por pesquisadores da NASA e da Texas A&M University na década de 1970. Esse cálculo utiliza a luz vermelha visível e a luz infravermelha próxima para medir a densidade do verde em uma área específica. As células do mesofilo esponjoso nas folhas de plantas saudáveis refletem fortemente a radiação infravermelha próxima para evitar o superaquecimento. Quando uma planta sofre estresse hídrico ou ataque de pragas, essa estrutura celular colapsa e a refletância diminui drasticamente antes de a folha mudar de cor aos nossos olhos. Satélites como o Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia (ESA) e a série Landsat da NASA fornecem dados globais com resolução de até 10 metros. Esses sensores captam variações sutis na fotossíntese, permitindo que agricultores reduzam o uso de fertilizantes em até 20% e otimizem a irrigação. Além da agricultura, essa tecnologia é essencial para o monitoramento do desmatamento na Amazônia pelo INPE. Através de sistemas como o DETER, é possível identificar áreas degradadas em tempo real, auxiliando na preservação ambiental e na segurança alimentar global.
Fato verificado
FP-0003963 · Feb 18, 2026