Ondas sonoras podem realmente controlar o seu cérebro?
Cientistas usam ultrassom para estimular o cérebro sem cirurgia e alterar emoções ou movimentos.
O ultrassom focalizado transcraniano envia ondas sonoras através do crânio para ativar ou inibir neurônios com precisão. Essa técnica permite modificar sensações e tratar doenças como a depressão de forma não invasiva.
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O Ultrassom Focalizado Transcraniano de Baixa Intensidade (LIFU) utiliza transdutores piezoelétricos para convergir feixes de energia acústica em alvos milimétricos no cérebro. Diferente do ultrassom comum de imagem, ele foca a energia em um ponto específico, como o tálamo ou a amígdala, sem danificar os tecidos circundantes.A base biofísica desse processo envolve a mecanotransdução, onde a pressão das ondas sonoras abre canais iônicos nas membranas neuronais. Isso altera o potencial elétrico da célula, permitindo que os cientistas 'liguem' ou 'desliguem' circuitos cerebrais sob demanda. Estudos realizados na Universidade de Stanford e na Universidade de Utah demonstraram que é possível induzir sensações táteis ou flashes visuais apenas com esses estímulos.Em 2016, pesquisadores da UCLA utilizaram essa técnica para 'acordar' o cérebro de um paciente de 25 anos que estava em estado vegetativo mínimo, focando o ultrassom no tálamo. Além disso, a FDA aprovou versões de alta intensidade dessa tecnologia para tratar tremores essenciais e a doença de Parkinson, destruindo células específicas sem cortes. A versão de baixa intensidade segue em testes promissores para tratar depressão resistente e dor crônica.Essa tecnologia é revolucionária por ser totalmente reversível e não invasiva, ao contrário da Estimulação Cerebral Profunda (DBS), que exige a implantação de eletrodos. O mapeamento cerebral funcional tornou-se muito mais preciso, permitindo que neurocientistas identifiquem a origem exata de comportamentos e emoções em tempo real.
Fato verificado
FP-0007867 · Feb 20, 2026