O que os romanos pensavam sobre o ato de espirrar?
Os antigos romanos acreditavam que o espirro poderia expulsar a alma do corpo.
Para os romanos, o espirro era um momento de perigo espiritual. Eles temiam que a força do ar expelisse a essência vital, deixando a pessoa vulnerável a espíritos malignos. Por isso, diziam 'Salve!' para proteger quem espirrou.
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Na Roma Antiga, a conexão entre a respiração e a vida era absoluta, fundamentada no conceito de 'pneuma' ou sopro vital. O historiador Plínio, o Velho, em sua obra 'História Natural' escrita no século I d.C., questionava por que as pessoas saudavam umas às outras após um espirro. Essa prática era uma medida de segurança espiritual, pois acreditava-se que a alma residia na cabeça e poderia ser ejetada pela pressão súbita das narinas.O termo 'Salve!', utilizado pelos romanos, era uma invocação à saúde e à proteção divina. Durante a epidemia de peste que atingiu Roma no ano 590 d.C., o Papa Gregório I reforçou essa tradição ao ordenar orações constantes contra a doença. Como o espirro era frequentemente um sintoma inicial da peste, a resposta 'Deus te abençoe' tornou-se um padrão para selar o corpo contra a entrada de demônios ou a saída da alma.Além dos romanos, outras culturas antigas compartilhavam visões semelhantes sobre a fisiologia humana. Os gregos, por exemplo, muitas vezes viam o espirro como um presságio divino, enquanto os egípcios acreditavam que ele limpava o corpo de influências externas. Essa interpretação mágica de um reflexo físico demonstra como a falta de conhecimento biológico sobre o sistema nervoso levava à criação de rituais de proteção que persistem na etiqueta moderna até hoje.
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FP-0008352 · Feb 20, 2026