Por que alguns hospitais utilizam maçanetas feitas de cobre?
Superfícies de cobre em hospitais eliminam bactérias e vírus rapidamente por contato direto.
O cobre possui propriedades antimicrobianas naturais que destroem 99,9% dos patógenos em até duas horas. Enquanto o aço e o plástico abrigam germes por dias, o cobre rompe a membrana celular dos invasores e elimina seu DNA. Estudos mostram que o uso de cobre em superfícies de alto toque reduz as infecções hospitalares em 58%.
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O efeito antimicrobiano do cobre é conhecido como efeito oligodinâmico. Quando micro-organismos como a bactéria MRSA ou o vírus Influenza entram em contato com o metal, ocorre uma liberação de íons de cobre que perfuram a membrana celular. Esse processo causa um estresse oxidativo severo, resultando na destruição rápida do DNA e do RNA do patógeno, o que impede qualquer chance de mutação ou resistência.Um estudo clínico fundamental publicado em 2013 no Journal of Infection Control and Hospital Epidemiology, liderado pelo Dr. Michael G. Schmidt da Medical University of South Carolina, comprovou a eficácia prática dessa tecnologia. A pesquisa foi realizada em três centros médicos dos Estados Unidos: Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, Medical University of South Carolina e Ralph H. Johnson VA Medical Center. Os resultados mostraram que quartos com superfícies de cobre apresentaram uma redução drástica na carga bacteriana e nas taxas de infecção.Diferente de desinfetantes químicos que perdem o efeito após a secagem, o cobre oferece proteção contínua 24 horas por dia. Instituições como a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) já registraram mais de 300 ligas de cobre como materiais com benefícios à saúde pública. Além de combater bactérias resistentes a antibióticos, o cobre também se mostrou eficaz na inativação do coronavírus SARS-CoV-2 em poucos minutos, superando largamente o desempenho do aço inoxidável.
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FP-0008934 · Feb 20, 2026