Os iaques têm cheiro forte como as outras vacas?
Os iaques são praticamente inodoros, o que os torna quase invisíveis ao olfato de predadores como o leopardo-das-neves.
Diferente de outros bovinos, os iaques não possuem glândulas sudoríparas funcionais. O frio extremo do Himalaia também impede a proliferação de bactérias que causam o mau cheiro. Essa característica torna o rastreamento pelo faro quase impossível e faz com que sua lã seja altamente valorizada por não reter odores.
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O iaque (Bos grunniens) evoluiu para sobreviver em altitudes de 3.000 a 5.400 metros nas montanhas do Himalaia e no Planalto Tibetano. Uma de suas adaptações biológicas mais fascinantes é a ausência de glândulas sudoríparas funcionais na pele, uma característica que conserva a umidade corporal e evita a perda de calor por evaporação em temperaturas que podem cair para -40 °C.Sem o suor, as bactérias responsáveis pela decomposição de matéria orgânica não conseguem se proliferar na densa pelagem do animal. Além disso, as baixas temperaturas e a baixa umidade do ar montanhoso atuam como um conservante natural, inibindo qualquer odor corporal residual. Isso cria uma vantagem tática contra o leopardo-das-neves (Panthera uncia), que depende fortemente do olfato para localizar presas em terrenos rochosos.Estudos genômicos publicados na revista Nature Genetics em 2012 destacam que os iaques possuem genes específicos relacionados à adaptação em ambientes de baixo oxigênio e metabolismo de energia eficiente. Essa pureza olfativa reflete-se na indústria têxtil, onde a fibra de iaque é considerada superior à lã de ovelha tradicional. Como a fibra não contém lanolina em excesso nem retém umidade, ela permanece livre do cheiro característico de curral mesmo após longos períodos de uso.
Fato verificado
FP-0010108 · Feb 22, 2026