Como o cérebro do pica-pau se protege de lesões durante as marteladas e como isso está inspirando novos sistemas de segurança em carros e capacetes?
O crânio do pica-pau funciona como um amortecedor natural que inspira tecnologias de segurança em carros e capacetes.
Ao bicar árvores, o pica-pau suporta impactos similares a uma batida de carro a 50 km/h. Seu crânio possui ossos esponjosos e uma membrana protetora que dissipam a energia do choque, evitando danos cerebrais. Cientistas agora estudam essa estrutura biológica para criar equipamentos de proteção mais eficientes para atletas e motoristas.
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O pica-pau-de-topete-vermelho (Dryocopus lineatus) pode bicar uma árvore até 20 vezes por segundo, gerando uma desaceleração de 1.200g. Para efeito de comparação, um humano sofreria uma concussão grave com apenas 100g. Esse fenômeno é possível graças ao osso hioide, que envolve o crânio como um cinto de segurança biológico e distribui a carga mecânica.Pesquisadores da Universidade Beihang e da Universidade Politécnica de Hong Kong publicaram estudos em 2011 detalhando como a microestrutura óssea da ave é desigual. O bico superior é ligeiramente mais curto que o inferior, e o osso esponjoso concentra-se na parte posterior do crânio. Essa assimetria direciona as ondas de choque para longe do cérebro, transformando a energia cinética em calor.Em 2014, o Dr. Sang-Hee Yoon do Carleton College liderou pesquisas para replicar esse sistema em caixas-pretas de aviões e capacetes de futebol americano. A estrutura inspirada no pica-pau utiliza camadas de metal e borracha para absorver vibrações de alta frequência. Esses avanços na biomimética prometem reduzir drasticamente os traumatismos cranianos em esportes de alto impacto e acidentes automobilísticos.
Fato verificado
FP-0008043 · Feb 20, 2026