A maioria das estrelas no universo vive sozinha ou acompanhada?

A maioria das estrelas no universo vive sozinha ou acompanhada?

Ao contrário do Sol, a maioria das estrelas no céu faz parte de sistemas binários, orbitando umas às outras em pares.

Cerca de 85% das estrelas da Via Láctea não vivem sozinhas. Elas formam sistemas múltiplos onde dois ou mais astros giram em torno de um centro de massa comum. Esse fenômeno ocorre durante a formação estelar, quando nuvens de gás se fragmentam em vários núcleos. Em planetas nesses sistemas, seria possível ver dois sóis no céu e ter sombras duplas.
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A prevalência de sistemas estelares múltiplos é um pilar fundamental da astrofísica moderna. Estudos realizados por astrônomos como William Herschel, que catalogou centenas de estrelas duplas no final do século XVIII, começaram a revelar que o isolamento do nosso Sol é incomum. Pesquisas contemporâneas da NASA e da Agência Espacial Europeia indicam que estrelas massivas de classe O e B têm quase 80% de chance de ter uma companheira.O processo de formação começa em nuvens moleculares gigantes. Quando essas nuvens colapsam sob sua própria gravidade, a conservação do momento angular frequentemente causa a fragmentação do material em dois ou mais discos protoplanetários. Isso resulta em estrelas que podem estar separadas por distâncias menores que a de Mercúrio ao Sol ou tão distantes que levam milênios para completar uma única órbita.Sistemas binários são vitais para a ciência porque permitem a medição direta da massa estelar através das Leis de Kepler. Ao observar o período orbital e a distância entre as estrelas, os cientistas conseguem calcular a força gravitacional exercida. Sem esses sistemas, nossa compreensão sobre a evolução e o ciclo de vida das estrelas no universo seria baseada apenas em estimativas teóricas muito menos precisas.
Fato verificado FP-0007689 · Feb 20, 2026

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