Por que a rotação do Sol é tão diferente da rotação da Terra?
O Sol não gira como uma bola sólida: seu equador completa uma rotação muito mais rápido do que os polos.
Diferente da Terra, o Sol é composto de plasma, o que permite que diferentes partes girem em velocidades distintas. Enquanto o equador solar leva cerca de 25 dias para completar uma volta, os polos podem demorar até 35 dias. Esse fenômeno, chamado rotação diferencial, é o principal responsável por distorcer o campo magnético solar e gerar as manchas e explosões solares.
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O fenômeno da rotação diferencial ocorre porque o Sol não é um corpo rígido, mas sim uma esfera de plasma composta majoritariamente por hidrogênio e hélio. De acordo com observações da missão SOHO (Solar and Heliospheric Observatory), lançada pela NASA e ESA em 1995, a velocidade de rotação diminui conforme a latitude aumenta. No equador, a velocidade linear atinge aproximadamente 7.000 km/h, completando o ciclo em 25 dias terrestres.Nas regiões polares, esse período se estende por até 35 dias, uma discrepância que intriga astrônomos desde as primeiras observações de manchas solares por Galileu Galilei no século XVII. Essa diferença de velocidade estica e enrola as linhas do campo magnético solar, um processo conhecido como efeito omega. Esse enrolamento magnético acumula energia que é eventualmente liberada na forma de proeminências e ejeções de massa coronal.Abaixo da superfície, na zona de convecção, o plasma se move de forma turbulenta, o que sustenta o dínamo solar. Estudos de heliossismologia confirmam que essa rotação diferencial persiste até cerca de 70% do raio solar, onde existe uma camada de transição chamada tacoclina. É nesta região que os cientistas acreditam que o forte campo magnético do Sol seja gerado, influenciando o clima espacial em todo o Sistema Solar.
Fato verificado
FP-0003615 · Feb 18, 2026