Se a prata é tão eficiente, por que não a usamos em fiações elétricas?
A prata é o metal com a maior condutividade elétrica da Terra, superando o cobre e o ouro.
Embora seja o melhor condutor, a prata é cara e escurece ao reagir com o enxofre no ar. Essa camada escura, o sulfeto de prata, aumenta a resistência elétrica e pode causar superaquecimento. Por isso, o cobre é o padrão mundial por ser acessível e manter a eficiência mesmo quando oxida.
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A condutividade elétrica é medida pela facilidade com que os elétrons se movem através de um material. No caso da prata (Ag), sua estrutura cristalina e a presença de um único elétron de valência que se move com resistência mínima a tornam o padrão de comparação. Na escala da International Annealed Copper Standard (IACS), a prata possui uma condutividade de aproximadamente 106%, enquanto o cobre puro serve como a referência de 100%.Apesar dessa superioridade técnica, o custo da prata no mercado de commodities é drasticamente superior ao do cobre. Enquanto o cobre é vendido por quilo, a prata é cotada por onça-troy, tornando inviável a fiação elétrica doméstica em larga escala. Além disso, a prata sofre um processo químico chamado sulfuração ao entrar em contato com compostos de enxofre na atmosfera. Este processo cria uma camada de sulfeto de prata (Ag2S), que é um semicondutor e impede a passagem eficiente da corrente.Historicamente, durante a Segunda Guerra Mundial, a escassez de cobre levou o Laboratório Nacional de Oak Ridge a usar cerca de 14.700 toneladas de prata emprestadas do Tesouro dos EUA para construir eletroímãs no Projeto Manhattan. Após a guerra, quase toda a prata foi devolvida, provando que o metal funciona perfeitamente em condições controladas. No entanto, para o uso civil diário, o cobre permanece imbatível devido à sua durabilidade e viabilidade econômica.
Fato verificado
FP-0009719 · Feb 22, 2026