Como o ozônio é criado na atmosfera?
A camada de ozônio é um escudo protetor formado por moléculas de oxigênio transformadas pela luz solar.
Na estratosfera, a radiação ultravioleta quebra as moléculas de oxigênio comum (O2). Os átomos liberados se ligam a outras moléculas de O2 para criar o ozônio (O3). Esse ciclo constante absorve as radiações solares mais perigosas, impedindo que elas atinjam a superfície da Terra.
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O processo de formação do ozônio foi descrito pela primeira vez pelo físico britânico Sydney Chapman em 1930, sendo conhecido como o Ciclo de Chapman. Esse fenômeno ocorre principalmente na estratosfera, entre 15 e 35 quilômetros de altitude, onde a intensidade da radiação solar é ideal para a reação química. Os raios UV-C, que possuem comprimentos de onda inferiores a 242 nanômetros, são os responsáveis por romper as ligações duplas das moléculas de oxigênio comum.Uma vez que o átomo de oxigênio fica livre, ele colide com outra molécula de O2 na presença de uma terceira molécula catalisadora para formar o O3. Este processo é vital porque o ozônio é a única substância na atmosfera que consegue absorver a radiação UV-B. A radiação UV-B é extremamente nociva e está associada a danos no DNA, câncer de pele e cataratas em seres humanos, além de prejudicar o fitoplâncton nos oceanos.A concentração de ozônio é medida em Unidades Dobson (DU), em homenagem a Gordon Dobson, que desenvolveu o primeiro espectrofotômetro para monitorar a camada na década de 1920. Um nível normal é de cerca de 300 DU, o que equivaleria a uma camada de apenas 3 milímetros de espessura se estivesse ao nível do mar. A manutenção desse equilíbrio químico é tão sensível que substâncias como os CFCs, banidos pelo Protocolo de Montreal em 1987, quase causaram o colapso desse sistema protetor global.
Fato verificado
FP-0007467 · Feb 20, 2026