Para onde vão os satélites quando param de funcionar?

Para onde vão os satélites quando param de funcionar?

Ao fim de sua vida útil, satélites são enviados para uma 'órbita cemitério' para evitar colisões com naves ativas.

Satélites em órbitas altas não conseguem retornar à Terra para queimar na atmosfera sem gastar combustível excessivo. Por isso, operadores usam o restante da energia para movê-los a uma região isolada, cerca de 300 quilômetros acima das rotas de comunicação. Essa prática protege tecnologias essenciais e reduz o lixo espacial.
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A órbita cemitério, formalmente conhecida como órbita de descarte ou órbita de super-sincronia, está localizada aproximadamente 300 a 320 quilômetros acima da órbita geoestacionária (GEO), que fica a 35.786 quilômetros de altitude. Essa manobra é necessária porque a reentrada atmosférica para satélites GEO exigiria uma mudança de velocidade de cerca de 1.500 metros por segundo, o que é tecnicamente inviável para a maioria das naves.Em contraste, movê-los para cima requer apenas cerca de 11 metros por segundo de delta-v, economizando o pouco combustível restante. As diretrizes internacionais para essa prática foram estabelecidas pelo Comitê Interagencial de Coordenação de Detritos Espaciais (IADC) e adotadas pela União Internacional de Telecomunicações (ITU) para garantir a segurança de satélites de trilhões de dólares.Um exemplo notável ocorreu em 1997, quando o satélite Intelsat 511 foi um dos primeiros a ser movido com sucesso para essa zona de segurança. Sem essas manobras, o risco de colisões catastróficas, conhecido como Síndrome de Kessler, poderia tornar certas órbitas inutilizáveis para as futuras gerações. Atualmente, estima-se que existam centenas de satélites 'mortos' residindo nessa região isolada do espaço.
Fato verificado FP-0003950 · Feb 18, 2026

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