Como o coração do gambá reage quando ele finge de morto e qual a finalidade desse comportamento?
Ao fingirem-se de mortos, os gambás reduzem seus batimentos cardíacos de 150 para apenas 12 por minuto.
Essa defesa extrema, chamada imobilidade tônica, é uma resposta involuntária ao perigo. O animal fica paralisado, a respiração quase para e o corpo libera um odor de carne podre para afastar predadores.
Nerd Mode
A imobilidade tônica do gambá-da-virgínia (Didelphis virginiana) é um dos exemplos mais fascinantes de tanatose no reino animal. Durante esse estado, o sistema nervoso parassimpático assume o controle total, reduzindo a frequência cardíaca em cerca de 90% e a temperatura corporal em até 0,6 graus Celsius. Estudos biológicos indicam que essa reação não é uma escolha consciente, mas sim um choque fisiológico desencadeado por altos níveis de cortisol e adrenalina.Pesquisadores da Universidade de Michigan observaram que o estado de 'morte aparente' pode durar de alguns minutos até quatro horas. Durante o episódio, a língua do animal fica para fora e as glândulas anais secretam uma substância verde e fétida composta por compostos químicos que mimetizam o cheiro de um cadáver em decomposição. Isso confunde predadores como coiotes e linces, que geralmente evitam carne podre para prevenir infecções.Um dado impressionante é que, mesmo nesse estado catatônico, o cérebro do gambá permanece em alerta total. Eletroencefalogramas mostram que a atividade cerebral não diminui, permitindo que o animal monitore o ambiente e 'desperte' assim que o perigo desaparece. Essa adaptação evolutiva é tão eficaz que o animal pode sofrer manipulações físicas severas sem apresentar qualquer reação de dor ou movimento.
Fato verificado
FP-0007980 · Feb 20, 2026