Como os saltadores em altura conseguem 'enganar' a gravidade?
No salto em altura, a técnica 'Fosbury Flop' permite que o atleta ultrapasse a barra enquanto seu centro de gravidade passa por baixo dela.
Ao saltar de costas e arquear o corpo, o atleta desloca seu centro de massa para fora da estrutura física. Isso significa que, enquanto o corpo contorna a barra por cima, o ponto de equilíbrio teórico permanece abaixo do obstáculo. Essa eficiência biomecânica exige menos energia para elevar o peso corporal, permitindo saltos muito mais altos do que as técnicas tradicionais de frente ou de lado.
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A revolução no salto em altura ocorreu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968, na Cidade do México, quando o norte-americano Dick Fosbury conquistou a medalha de ouro utilizando sua nova técnica. Até então, a maioria dos atletas utilizava o estilo 'Straddle' ou o 'Western Roll', que exigiam que o centro de massa do saltador fosse elevado acima da barra para que o salto fosse bem-sucedido.O 'Fosbury Flop' baseia-se na física do centro de massa, que é o ponto médio da distribuição de massa de um objeto. Em um corpo em forma de 'J' ou arqueado, esse ponto pode residir no espaço vazio fora da estrutura física. Ao arquear as costas sobre a barra, o saltador garante que seu centro de gravidade passe até 5 centímetros abaixo do sarrafo, economizando uma energia mecânica preciosa que seria gasta na elevação vertical.Estudos biomecânicos realizados pela Universidade Estadual do Oregon confirmam que essa técnica é a mais eficiente para converter velocidade horizontal em altura vertical. Após a vitória de Fosbury com um salto de 2,24 metros, a técnica foi rapidamente adotada globalmente. Já nas Olimpíadas de 1972, a maioria dos competidores utilizava o método, e hoje ele é o padrão absoluto em competições internacionais de atletismo.
Fato verificado
FP-0007623 · Feb 20, 2026