O seu cabelo está realmente vivo ou morto?
A parte visível do seu cabelo é composta inteiramente por células mortas.
Apenas a raiz do cabelo, escondida sob a pele, está viva. A haste capilar que vemos e cortamos é feita de queratina e células que já perderam a atividade metabólica. Por não possuir nervos ou vasos sanguíneos, podemos cortar o cabelo sem sentir dor. No entanto, como o fio não é um tecido vivo, ele não consegue se regenerar sozinho quando sofre danos.
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O ciclo de vida do cabelo humano ocorre no folículo piloso, uma estrutura complexa localizada na derme. A única parte biologicamente ativa é o bulbo capilar, onde a divisão celular intensa é alimentada pela papila dérmica. À medida que novas células são produzidas, as antigas são empurradas para cima e passam por um processo chamado queratinização. Durante a queratinização, as células se enchem de uma proteína resistente chamada queratina e perdem seus núcleos e organelas. Esse processo transforma o tecido vivo em uma fibra sólida e sem vida, conhecida como haste capilar. Estudos dermatológicos confirmam que a haste é composta por três camadas: a cutícula externa, o córtex e, às vezes, a medula central. Como as células da haste estão mortas, elas não possuem terminações nervosas. Isso explica por que procedimentos como corte e coloração são indolores, apesar de envolverem mudanças estruturais drásticas. Se o cabelo fosse composto por tecidos vivos, qualquer corte causaria sangramento e dor intensa, semelhante a uma laceração na pele. A ausência de metabolismo na haste capilar também significa que o cabelo não pode se curar. Diferente da pele, que cicatriza feridas, um fio de cabelo danificado por calor ou produtos químicos permanece danificado até ser cortado. Por essa razão, a indústria cosmética foca em selar a cutícula externamente, já que a regeneração biológica interna é impossível para células mortas.
Fato verificado
FP-0008294 · Feb 20, 2026