Como as águas-vivas ajudaram a conquistar um Prêmio Nobel?

Como as águas-vivas ajudaram a conquistar um Prêmio Nobel?

Cientistas usam uma proteína de águas-vivas para iluminar e rastrear doenças dentro de células humanas.

A proteína GFP, extraída da água-viva Aequorea victoria, brilha intensamente sob luz azul. Ao inseri-la em outros organismos, os pesquisadores criam uma 'lanterna biológica' que marca vírus e células cancerígenas. Isso permite observar o avanço de doenças em tempo real, um avanço tão importante que rendeu o Prêmio Nobel de Química em 2008.
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A Proteína Fluorescente Verde, conhecida como GFP, foi isolada pela primeira vez pelo cientista japonês Osamu Shimomura em 1962, a partir da água-viva Aequorea victoria. Esta espécie vive nas águas frias do Oceano Pacífico Norte e utiliza a proteína para converter luz azul em um brilho verde vibrante.Na década de 1990, Douglas Prasher e Martin Chalfie demonstraram que o gene da GFP poderia ser inserido no DNA de outros seres vivos para servir como um marcador luminoso. Roger Tsien posteriormente aprimorou a técnica, criando variantes da proteína que brilham em diversas cores, como vermelho e amarelo.O impacto dessa descoberta foi tão profundo que Shimomura, Chalfie e Tsien dividiram o Prêmio Nobel de Química em 2008. A técnica permite que cientistas visualizem processos anteriormente invisíveis, como a propagação do vírus HIV entre células ou o crescimento de tumores em modelos animais.Diferente de outros corantes químicos, a GFP não é tóxica e não interfere nos processos biológicos naturais da célula. Hoje, ela é uma ferramenta essencial em laboratórios de todo o mundo para o estudo de doenças genéticas, Alzheimer e o desenvolvimento de novas terapias genéticas.
Fato verificado FP-0007646 · Feb 20, 2026

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