Existem rãs que conseguem realmente voar?

Existem rãs que conseguem realmente voar?

A rã-voadora-de-wallace consegue planar por mais de 15 metros usando suas patas membranosas como paraquedas.

Embora não voe de verdade, essa rã usa membranas gigantes entre os dedos para deslizar pelo ar. Ao saltar, ela abre as patas e estica abas de pele laterais para aumentar a resistência do ar e controlar a direção. Essa habilidade permite que ela escape de predadores e mude de árvore sem precisar tocar o solo perigoso da floresta.
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A rã-voadora-de-wallace (Rhacophorus nigropalmatus) foi identificada pela primeira vez pelo naturalista Alfred Russel Wallace em 1869, durante suas expedições pelo Arquipélago Malaio. Esta espécie vive quase exclusivamente nas copas das árvores das florestas tropicais da Malásia e Indonésia, raramente descendo ao chão, exceto para acasalar e botar ovos.As membranas entre seus dedos são significativamente maiores do que as de rãs comuns, funcionando como superfícies aerodinâmicas que geram sustentação. Além das patas, a espécie possui franjas de pele nos braços e pernas que ajudam a estabilizar o voo. Estudos biomecânicos mostram que essas adaptações permitem que a rã plane em ângulos inferiores a 45 graus, cobrindo distâncias horizontais superiores a 15 metros.O controle do planeio é feito através do movimento independente das patas, o que permite que o animal faça curvas fechadas no ar para evitar obstáculos ou selecionar o local exato de pouso. Ao se aproximar do alvo, a rã inclina o corpo para cima para aumentar o arrasto e reduzir a velocidade, garantindo uma aterrissagem suave. Essa evolução é um exemplo clássico de convergência adaptativa para a vida arbórea em ambientes de selva densa.
Fato verificado FP-0008875 · Feb 20, 2026

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aerodinâmica evolução floresta tropical
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