Por que os faraós sempre cobriam o cabelo?

Por que os faraós sempre cobriam o cabelo?

Os faraós do Antigo Egito raramente mostravam o próprio cabelo em público.

Para os egípcios, o faraó era um deus vivo e sua cabeça era sagrada. Eles usavam coroas ou o 'nemes', aquele famoso tecido listrado, para esconder o cabelo e projetar poder. Além do simbolismo, muitos raspavam a cabeça para manter a higiene e suportar o calor intenso do deserto.
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A prática de cobrir a cabeça no Antigo Egito estava profundamente ligada ao conceito de Ma'at, que representava a ordem cósmica e a harmonia. O faraó, como mediador entre os deuses e os homens, não podia exibir características humanas comuns, como cabelos despenteados ou sinais de envelhecimento capilar. O 'nemes', um dos adornos mais icônicos, era feito de linho engomado e simbolizava o renascimento e o brilho solar.Estudos arqueológicos em tumbas da XVIII Dinastia, incluindo a de Tutancâmon, revelaram que a higiene era uma prioridade absoluta para a elite egípcia. O Papiro de Ebers, um dos tratados médicos mais antigos datado de cerca de 1550 a.C., descreve diversas receitas para prevenir a calvície e tratar infestações de piolhos. Para evitar esses problemas comuns na época, muitos nobres e membros da realeza optavam por raspar completamente o couro cabeludo com lâminas de bronze.O uso de perucas elaboradas, feitas de cabelo humano ou lã de ovelha, também era comum entre a aristocracia, mas o faraó frequentemente preferia os toucados reais em cerimônias oficiais. O 'nemes' cobria toda a coroa e a nuca, terminando em duas abas que caíam sobre os ombros, reforçando a imagem de perfeição divina. Essa tradição persistiu por milênios, desde o Império Antigo até o período Ptolomaico, servindo como uma ferramenta visual de propaganda política e religiosa.
Fato verificado FP-0007756 · Feb 20, 2026

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