Por que o tempo parece parar durante um acidente?

Por que o tempo parece parar durante um acidente?

Em situações de perigo extremo, o cérebro acelera o processamento de informações, criando a ilusão de que o tempo está passando em câmera lenta.

Esse fenômeno é uma resposta de sobrevivência. Quando sentimos medo, a adrenalina ativa a amígdala, forçando o cérebro a registrar detalhes com uma intensidade muito maior que o normal. Ao revisitar essa memória rica em dados, temos a nítida sensação de que o evento durou muito mais tempo do que o cronômetro realmente marcou.
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Este fenômeno neurológico foi profundamente estudado pelo neurocientista David Eagleman, da Baylor College of Medicine, em um experimento famoso realizado em 2007. No estudo, voluntários foram submetidos a uma queda livre de 45 metros de altura para induzir medo real. Os participantes usaram um dispositivo no pulso chamado cronômetro perceptivo, que piscava números em velocidades altíssimas para testar se a visão deles realmente acelerava durante a queda.Os resultados mostraram que os voluntários não conseguiram ler os números mais rápido, o que provou que o cérebro não acelera a percepção em tempo real como uma câmera de alta velocidade. Em vez disso, o que ocorre é um fenômeno de memória retrospectiva. A amígdala, responsável pelo processamento emocional, torna-se hiperativa e recruta o hipocampo para gravar memórias com uma densidade de detalhes sem precedentes.Quando o cérebro recupera essas memórias densas, ele interpreta a enorme quantidade de informações como se o evento tivesse durado mais tempo. Esse mecanismo é uma adaptação evolutiva crucial, pois permite que o indivíduo analise ameaças detalhadamente para tomar decisões rápidas de vida ou morte. Portanto, a dilatação temporal é uma construção da memória e não uma mudança na velocidade do processamento visual imediato.
Fato verificado FP-0007868 · Feb 20, 2026

- Corpo Humano -

dilatação temporal neurociência percepção
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