Por que sentimos arrepios ao ouvir uma música emocionante?
Ouvir uma música emocionante ativa os mesmos circuitos cerebrais do medo extremo.
Quando uma música atinge um clímax emocional, o cérebro libera dopamina e norepinefrina, o mesmo hormônio do estresse de situações de perigo. Áreas como a ínsula e o córtex cingulado anterior entram em ação, fazendo o hipotálamo ordenar a contração dos músculos da pele. Esse processo cria o arrepio, revelando que o sistema nervoso processa a beleza profunda e o instinto de sobrevivência de forma muito semelhante.
Nerd Mode
O fenômeno do arrepio musical, tecnicamente chamado de frisson, ocorre quando o sistema nervoso simpático reage a estímulos estéticos intensos. Um estudo fundamental publicado na revista Nature Neuroscience em 2011, liderado por Valorie Salimpoor na Universidade McGill, demonstrou que a dopamina é liberada no estriado durante momentos de antecipação e clímax musical. Essa substância é a mesma associada a recompensas biológicas como comida e sexo, mas sua ativação por estímulos abstratos como a música é única.A conexão com o medo ocorre porque o cérebro interpreta mudanças bruscas de volume ou harmonia como um sinal de alerta. O sistema límbico, responsável pelas emoções, não distingue perfeitamente entre a ameaça de um predador e a tensão de uma orquestra. Isso ativa a amígdala, que por sua vez estimula o hipotálamo a disparar uma resposta de 'luta ou fuga'.Pesquisas da Eastern Washington University indicam que pessoas com maior abertura a novas experiências têm mais chances de sentir esses arrepios. O processo envolve a liberação de norepinefrina, que causa a piloereção, ou seja, os pelos do corpo se levantam. Compositores utilizam técnicas como o 'appoggiatura' para criar tensões melódicas que enganam o cérebro, transformando o susto biológico em uma sensação de prazer profundo e transcendente.
Fato verificado
FP-0004759 · Feb 19, 2026