Você sabia que as perucas barrocas podiam esconder animais vivos?
As perucas barrocas eram tão grandes e sujas que podiam abrigar ninhos de pássaros e camundongos.
Símbolos de status no século XVIII, essas perucas eram moldadas com gordura animal e polvilhadas com farinha, o que atraía pragas. Como raramente eram lavadas, os nobres usavam varetas para coçar a cabeça e perfumes fortes para disfarçar o mau cheiro. Além da falta de higiene, a mistura de pó e gordura era altamente inflamável, representando um perigo constante em salões iluminados por velas.
Nerd Mode
A moda das perucas extravagantes atingiu seu auge na França durante os reinados de Luís XIV e Luís XVI. A peruca 'Allonge' tornou-se um padrão de nobreza após o Rei Sol começar a perder o cabelo precocemente em 1658. Para manter o volume e a estrutura dessas peças, que podiam chegar a 60 centímetros de altura, os cabeleireiros utilizavam pomadas feitas de banha de porco e grandes quantidades de pó de arroz ou farinha de trigo.Essa combinação orgânica transformava o acessório em um banquete para insetos e roedores. Relatos históricos da época mencionam o uso de 'caixas de peruca' herméticas para evitar que ratos as destruíssem durante a noite. A higiene pessoal era precária e o couro cabeludo sofria com infestações de piolhos e fungos, levando à criação de varetas de marfim ou prata chamadas 'grattoirs' para aliviar a coceira sem desmanchar o penteado.A segurança também era uma preocupação crítica nos salões de Versalhes. A mistura de gordura animal com pó seco criava um combustível perfeito, e há registros de perucas que pegaram fogo instantaneamente ao encostar em candelabros. No final do século XVIII, a tendência 'Pouf', popularizada por Maria Antonieta, exigia que arquitetos aumentassem a altura das portas de carruagens e palácios para que as damas pudessem transitar sem danificar suas estruturas capilares monumentais.
Fato verificado
FP-0008307 · Feb 20, 2026