Como pedras gigantescas foram movidas por mais de 240 km sem o auxílio de máquinas modernas?

Como pedras gigantescas foram movidas por mais de 240 km sem o auxílio de máquinas modernas?

As pedras de Stonehenge foram transportadas por mais de 240 km sem o uso de tecnologia moderna.

As famosas 'pedras azuis' de Stonehenge pesam até 4 toneladas e vieram de uma pedreira no País de Gales. Sem máquinas, os construtores usaram trenós de madeira e jangadas para mover o material por centenas de quilômetros. Esse feito exigiu uma organização social impressionante e décadas de trabalho coordenado.
Nerd Mode
A origem das pedras de Stonehenge foi um mistério por séculos até que estudos geológicos modernos trouxeram respostas claras. Em 2011 e 2019, pesquisadores da University College London (UCL) utilizaram análises geoquímicas para confirmar que as pedras azuis vieram das colinas Preseli, no País de Gales. A distância exata entre a pedreira de Carn Goedog e o sítio arqueológico em Salisbury é de aproximadamente 240 quilômetros.O transporte dessas rochas, que pesam entre 2 e 4 toneladas, ocorreu por volta de 3000 a.C. Especialistas acreditam que os construtores neolíticos utilizaram um sistema de trenós de madeira deslizando sobre trilhos de troncos lubrificados. Além do transporte terrestre, parte do trajeto pode ter sido feito por água, utilizando jangadas ao longo da costa galesa e do rio Avon.Estudos arqueológicos liderados pelo professor Mike Parker Pearson sugerem que as pedras podem ter feito parte de um monumento anterior no País de Gales antes de serem movidas. A logística necessária para tal deslocamento indica que as sociedades da Idade do Bronze possuíam uma hierarquia social complexa e conhecimentos avançados de engenharia rudimentar. Esse esforço monumental demonstra que Stonehenge não era apenas um observatório astronômico, mas um símbolo de união política e espiritual entre diferentes tribos da Grã-Bretanha.
Fato verificado FP-0007974 · Feb 20, 2026

- História -

Stonehenge Engenharia Antiga Arqueologia
Pressione Espaco para o proximo fato