Como os vombates conseguem "enxergar" no escuro?
Vombates possuem 12 conjuntos de bigodes sensoriais espalhados pelo rosto e patas para navegar na escuridão.
Diferente da maioria dos mamíferos, os vombates têm vibrissas nas bochechas, olhos e patas dianteiras. Esses sensores funcionam como um radar biológico, permitindo que eles detectem obstáculos e texturas em tocas totalmente escuras.
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Os vombates (Vombatidae) são marsupiais escavadores que dependem quase inteiramente do tato devido à sua visão limitada e ao hábito de viver em túneis subterrâneos. Estudos biológicos identificaram que eles possuem exatamente 12 conjuntos de vibrissas, que são pelos terminais altamente especializados com folículos ricos em terminações nervosas. Diferente de gatos ou cães, que concentram esses sensores no focinho, os vombates apresentam vibrissas carpais nas patas dianteiras.Essas vibrissas carpais são fundamentais para detectar vibrações no solo e variações na textura da terra enquanto cavam. Pesquisas publicadas em periódicos de zoologia australiana indicam que o córtex somatossensorial desses animais é desproporcionalmente grande para processar esses estímulos táteis. Isso permite que o vombate crie um mapa mental tridimensional do ambiente sem precisar de luz.Além da navegação, esse sistema sensorial ajuda na detecção precoce de predadores como dingos ou demônios-da-tasmânia através de vibrações sutis no substrato. A evolução dessas estruturas ocorreu ao longo de milhões de anos para adaptar esses animais ao clima árido e às redes de túneis que podem chegar a 30 metros de comprimento. Essa especialização torna o vombate um dos mamíferos com o sistema tátil mais complexo da fauna australiana.
Fato verificado
FP-0008409 · Feb 20, 2026