Como a mudança de formato do coração ajuda a tartaruga a sobreviver sem oxigênio?

Como a mudança de formato do coração ajuda a tartaruga a sobreviver sem oxigênio?

O coração de algumas tartarugas muda de formato para ajudá-las a sobreviver meses sem oxigênio.

Ao hibernar no fundo de lagos congelados, certas tartarugas transformam o formato de seus corações. O órgão deixa de ser pontiagudo e torna-se arredondado para bombear sangue de forma mais eficiente sob estresse extremo. Essa adaptação protege o cérebro e mantém o animal vivo mesmo em condições de anóxia total.
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A tartaruga-pintada (Chrysemys picta) é um dos vertebrados mais tolerantes à falta de oxigênio no mundo. Durante o inverno em regiões frias, ela pode sobreviver por até quatro meses sob o gelo sem respirar. Pesquisadores da Universidade de Manchester e da Universidade de Aarhus descobriram que o coração desses animais sofre uma remodelação morfológica significativa para lidar com essa privação.Estudos publicados em periódicos como o Journal of Experimental Biology mostram que o coração muda de uma forma cônica para uma forma esférica. Essa alteração estrutural reduz a tensão nas paredes ventriculares e otimiza o débito cardíaco quando o metabolismo cai para apenas 1% do normal. O processo é acompanhado por uma redistribuição do fluxo sanguíneo que prioriza o sistema nervoso central em detrimento de tecidos periféricos.Além da mudança física, o organismo da tartaruga utiliza seus próprios ossos e casco para liberar cálcio e magnésio. Esses minerais atuam como um 'tampão' químico para neutralizar o acúmulo de ácido lático no sangue, que seria fatal para outros animais. Essa resistência extrema oferece insights valiosos para a medicina humana, especialmente no tratamento de paradas cardíacas e na preservação de órgãos para transplante.
Fato verificado FP-0008118 · Feb 20, 2026

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