Como as máquinas de ressonância magnética se mantêm tão frias?
Máquinas de ressonância magnética usam milhares de litros de hélio líquido para funcionar.
Para gerar imagens precisas, esses aparelhos utilizam ímãs supercondutores que precisam operar a temperaturas baixíssimas. O hélio líquido resfria o sistema a cerca de -269 °C, eliminando a resistência elétrica e permitindo a criação de campos magnéticos extremamente potentes. Sem esse resfriamento constante, os ímãs superaqueceriam e a máquina pararia de funcionar instantaneamente.
Nerd Mode
O funcionamento de um scanner de Ressonância Magnética (RM) baseia-se na supercondutividade, um fenômeno descoberto em 1911 pelo físico Heike Kamerlingh Onnes. Para que as bobinas de liga de nióbio-titânio conduzam eletricidade sem resistência, elas precisam ser mantidas em temperaturas criogênicas. O hélio líquido é o único elemento capaz de atingir -269,1 °C (cerca de 4 Kelvin), o ponto necessário para manter esse estado físico estável.Um scanner típico de 1,5 Tesla contém cerca de 1.500 a 2.000 litros de hélio líquido circulando em um sistema de vácuo selado chamado criostato. Se a temperatura subir acima do ponto crítico, ocorre um evento chamado 'quench', onde o hélio ferve rapidamente e se transforma em gás, dissipando o campo magnético de forma abrupta. Esse processo pode custar dezenas de milhares de dólares para ser revertido e o sistema reabastecido.A dependência médica do hélio é uma preocupação global, pois ele é um recurso não renovável extraído principalmente de depósitos de gás natural. Segundo a Sociedade Americana de Física, o setor de saúde consome cerca de 30% da produção mundial de hélio. Pesquisadores de instituições como a GE Healthcare e a Philips estão desenvolvendo novas tecnologias de 'selo total' que utilizam apenas alguns litros de hélio, visando reduzir a vulnerabilidade dos hospitais à escassez desse gás nobre.
Fato verificado
FP-0008031 · Feb 20, 2026