Por que os pombos se adaptaram tão bem às cidades?

Por que os pombos se adaptaram tão bem às cidades?

Os pombos dominam as cidades porque os prédios imitam os penhascos rochosos onde seus ancestrais viviam.

Os pombos urbanos descendem do pombo-das-rochas, nativo de penhascos na Europa e no Mediterrâneo. Para essas aves, as muretas, parapeitos e frestas dos edifícios funcionam como penhascos artificiais perfeitos. Essas estruturas oferecem proteção contra predadores, locais seguros para ninhos e abrigo contra o vento, replicando seu habitat natural em meio ao concreto.
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O pombo-comum (Columba livia) foi originalmente domesticado há cerca de 5.000 anos na Mesopotâmia, mas sua biologia permanece ligada ao seu ancestral selvagem, o pombo-das-rochas. Na natureza, essa espécie evoluiu para nidificar em fendas estreitas de penhascos íngremes no Mediterrâneo e no Norte da África, o que explica por que eles não pousam em galhos de árvores como outras aves.As cidades modernas funcionam como ecossistemas artificiais que replicam perfeitamente esses desfiladeiros rochosos. Um estudo da Universidade de Basileia aponta que a arquitetura urbana oferece superfícies de calcário e concreto que retêm calor, simulando as propriedades térmicas das rochas ensolaradas. Além disso, as correntes de ar entre os prédios facilitam o voo de decolagem dessas aves, que possuem uma musculatura peitoral potente para subidas verticais rápidas.A adaptação é tão profunda que os pombos não precisam de materiais orgânicos complexos para seus ninhos, contentando-se com pequenas saliências em fachadas de prédios. A abundância de resíduos alimentares humanos e a ausência de predadores naturais, como o falcão-peregrino, permitiram que a população global de pombos atingisse estimativas de 400 milhões de indivíduos. Essa transição do penhasco para o arranha-céu é considerada um dos casos mais bem-sucedidos de sinantropia na zoologia moderna.
Fato verificado FP-0008259 · Feb 20, 2026

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