Por que os iaques eram fundamentais para a Rota da Seda?

Por que os iaques eram fundamentais para a Rota da Seda?

Sem os iaques, o comércio nas altitudes extremas da Rota da Seda teria sido impossível.

Por mais de 2.000 anos, os iaques foram os únicos animais capazes de transportar cargas pesadas pelo Himalaia. Adaptados ao frio intenso e ao ar rarefeito, eles carregam até 90 kg por passagens íngremes e neve profunda. Até hoje, esses animais são essenciais para levar suprimentos aos acampamentos base do Everest e do K2.
Nerd Mode
O iaque doméstico (Bos grunniens) possui adaptações biológicas únicas que permitem sua sobrevivência em altitudes de até 6.000 metros. Diferente de outros bovinos, eles têm pulmões e corações maiores, além de uma contagem de glóbulos vermelhos significativamente mais alta. Isso permite que transportem oxigênio de forma eficiente em ambientes onde a pressão atmosférica é metade da encontrada ao nível do mar.Historicamente, a domesticação desses animais ocorreu há cerca de 4.500 anos no Planalto Tibetano. Durante o auge da Rota da Seda, entre os séculos II a.C. e XIV d.C., os iaques eram a espinha dorsal da economia regional. Eles permitiram a troca de mercadorias valiosas como sal, chá e seda entre o Tibete, a Índia e a China, atravessando passagens montanhosas que matariam cavalos ou camelos de fadiga e hipóxia.Estudos genéticos publicados na revista Nature Communications em 2012 revelaram genes específicos nos iaques que ajudam a prevenir a hipertensão pulmonar causada pela altitude. Além de sua força física, sua pelagem dupla e densa oferece isolamento térmico contra temperaturas que chegam a -40 °C. Sem essa simbiose entre humanos e iaques, a ocupação permanente das regiões mais altas do mundo e as rotas comerciais trans-himalaias jamais teriam prosperado.
Fato verificado FP-0010104 · Feb 22, 2026

- História -

Rota da Seda história iaques
Pressione Espaco para o proximo fato