Será que sementes de abóbora enterradas por séculos ainda conseguem brotar?
Sementes de abóbora de 800 anos ainda podem germinar e reviver espécies extintas.
Em 2008, arqueólogos em Wisconsin encontraram um pote de argila com sementes de abóbora de 850 anos. Estudantes de horticultura conseguiram cultivá-las, trazendo de volta a variedade Gete-Okosomin, que significa 'Grande Abóbora Antiga'. Esse achado prova que certas sementes funcionam como cápsulas do tempo biológicas, preservando a biodiversidade de civilizações passadas por séculos.
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A descoberta ocorreu na Reserva Menominee, em Wisconsin, onde arqueólogos encontraram um vaso de argila selado contendo sementes de abóbora datadas de aproximadamente 800 a 850 anos atrás. O vaso foi enterrado por povos indígenas da região e sua vedação hermética foi crucial para a preservação do material orgânico. Ao manter as sementes protegidas da umidade e do oxigênio, o processo de oxidação e decomposição foi drasticamente retardado.As sementes resultantes foram cultivadas por estudantes do Canadian Mennonite University e membros da nação Menominee. O sucesso da germinação revelou a abóbora Gete-Okosomin, um fruto que pode chegar a quase um metro de comprimento e pesar mais de 13 quilos. Essa variedade possui uma casca laranja vibrante e uma polpa densa e doce, características que haviam se perdido com o tempo devido à hibridização e ao abandono de cultivos tradicionais.Biologicamente, a longevidade dessas sementes é explicada pela presença de ácidos graxos e proteínas de reserva que sustentam o embrião em um estado de dormência profunda. Enquanto a maioria das sementes comerciais perde a viabilidade em menos de uma década, as condições ideais de armazenamento no solo de Wisconsin permitiram que o DNA permanecesse intacto. Este evento é frequentemente citado por botânicos e historiadores como um marco na preservação de sementes ancestrais e na soberania alimentar indígena.
Fato verificado
FP-0007725 · Feb 20, 2026