A ferrugem ajudou a afundar o Titanic?

A ferrugem ajudou a afundar o Titanic?

Rebites de ferro enfraquecidos por impurezas e corrosão foram cruciais para o naufrágio do Titanic.

O Titanic utilizava cerca de 3 milhões de rebites para unir as placas do casco. Estudos metalúrgicos modernos revelaram que muitos desses rebites continham altas concentrações de escória, uma impureza que torna o metal quebradiço. Quando o navio atingiu o iceberg em 1912, a pressão extrema fez com que as cabeças dos rebites se soltassem em vez de entortarem. Isso permitiu que as placas se separassem e a água inundasse os compartimentos rapidamente.
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A análise científica dos destroços do Titanic ganhou força na década de 1990 com as pesquisas de Tim Foecke e Jennifer Hooper McCarty. Eles examinaram 48 rebites recuperados do fundo do mar e descobriram que o ferro continha cerca de 9% de escória de silicato. Esse nível é muito superior ao padrão de segurança da época, que deveria ser de aproximadamente 2% a 3%.A presença excessiva de escória cria pontos de tensão microscópicos no metal. Em temperaturas próximas ao congelamento, como os -2 graus Celsius das águas do Atlântico Norte naquela noite, o ferro com alta concentração de escória torna-se extremamente frágil. Esse fenômeno é conhecido como transição dúctil-frágil, onde o metal perde sua capacidade de se deformar sob pressão e simplesmente quebra.O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) realizou testes de impacto que confirmaram essa teoria. Os pesquisadores concluíram que, se os rebites fossem de aço de alta qualidade em todo o casco, o navio poderia ter resistido por mais tempo ou sofrido danos menores. A falha estrutural não ocorreu apenas pelo rasgo do iceberg, mas pela abertura das costuras do casco causada pelo estouro em cadeia desses pinos enfraquecidos.Além da metalurgia deficiente, a oxidação acelerada por bactérias conhecidas como Halomonas titanicae continua a consumir a estrutura hoje. Essas bactérias criam formações de ferrugem chamadas rusticles que devoram o ferro em um ritmo de centenas de quilos por dia. Esse processo químico contínuo transformará o que resta do navio em pó nas próximas décadas, evidenciando a vulnerabilidade do ferro em ambientes marinhos profundos.
Fato verificado FP-0007834 · Feb 20, 2026

- Química -

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