Por que a ausência do zero nos algarismos romanos dificultava tanto a realização de cálculos?
Os números romanos não possuem um símbolo para representar o zero.
Diferente do sistema decimal moderno, os algarismos romanos não têm uma forma de indicar a ausência de quantidade. Isso tornava cálculos matemáticos complexos extremamente difíceis, pois o sistema dependia apenas da soma e subtração de letras. O conceito do zero só se popularizou na Europa durante a Idade Média com a chegada dos algarismos indo-arábicos.
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O sistema de numeração romano é aditivo e não posicional, o que significa que o valor de um símbolo é fixo independentemente de sua posição. Por exemplo, o símbolo 'X' sempre vale 10. Sem o conceito de zero, os romanos não conseguiam criar um sistema de colunas como o nosso, onde o zero atua como um marcador de posição para distinguir 1, 10 e 100.O conceito matemático do zero como um número real foi consolidado pelo matemático indiano Brahmagupta por volta do ano 628 d.C. em sua obra Brahmasphutasiddhanta. Antes disso, civilizações como os babilônios usavam espaços vazios para indicar ausência, mas não tratavam o zero como um valor nulo em operações aritméticas. Os romanos utilizavam o termo 'nulla', que significa 'nenhum', mas nunca criaram um símbolo gráfico para ele em seu alfabeto numérico.A ausência do zero limitava severamente o avanço da álgebra e do cálculo na Antiguidade. Foi apenas no século XII que o matemático italiano Fibonacci introduziu o sistema indo-arábico na Europa através de seu livro Liber Abaci. Essa transição permitiu que operações complexas fossem realizadas de forma muito mais rápida, impulsionando a contabilidade, a astronomia e a engenharia moderna. Hoje, os números romanos sobrevivem apenas em contextos decorativos ou formais, como em nomes de papas e séculos.
Fato verificado
FP-0008034 · Feb 20, 2026