A Biblioteca do Congresso realmente salvou todos os tweets já feitos?
Entre 2006 e 2017, a Biblioteca do Congresso dos EUA arquivou todos os tweets públicos já postados.
O projeto visava documentar o nascimento da era digital para a história. Após coletar bilhões de mensagens, o volume de dados tornou-se imenso. Por isso, desde 2018, a instituição seleciona apenas publicações de grande impacto histórico.
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Em abril de 2010, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos anunciou um acordo histórico com o Twitter para adquirir todo o arquivo público de tweets desde o início da plataforma em março de 2006. O objetivo era criar um registro digital abrangente que permitisse a futuros historiadores entenderem a comunicação humana e os movimentos sociais do século 21 em tempo real.Durante os primeiros anos, a biblioteca recebeu bilhões de postagens que incluíam desde grandes eventos políticos, como a Primavera Árabe, até conversas cotidianas triviais. No entanto, o crescimento exponencial do Twitter, que passou de 65 milhões de tweets por dia em 2010 para centenas de milhões anos depois, criou desafios técnicos e financeiros insustentáveis para o armazenamento e processamento de dados.Em dezembro de 2017, a instituição publicou um 'white paper' anunciando uma mudança drástica em sua política de coleta. A partir de 1º de janeiro de 2018, a biblioteca parou de arquivar o fluxo total de dados e passou a focar apenas em tweets de base temática e eventos específicos, como eleições nacionais e crises de segurança pública.A decisão também foi influenciada pela mudança na natureza do Twitter, que passou a permitir textos mais longos, imagens e vídeos, elementos que a biblioteca não estava preparada para preservar integralmente. Hoje, esse arquivo inicial de 12 anos permanece como um dos maiores tesouros de dados sociais já compilados por uma instituição pública.
Fato verificado
FP-0009587 · Feb 22, 2026