Existe um buraco negro no centro da Via Láctea?
Quase todas as grandes galáxias possuem um buraco negro supermassivo em seu centro.
No coração da Via Láctea está o Sagittarius A*, um gigante com 4 milhões de vezes a massa do Sol. Esses objetos não apenas devoram matéria, mas funcionam como âncoras que moldam a evolução galáctica. Ao consumirem gás, eles liberam jatos de energia tão intensos que podem impedir o nascimento de novas estrelas, mantendo o equilíbrio da galáxia.
Nerd Mode
A existência de buracos negros supermassivos (SMBHs) no centro de galáxias foi confirmada por décadas de observações astronômicas. O Sagittarius A*, localizado a cerca de 26.000 anos-luz da Terra, teve sua existência consolidada por Reinhard Genzel e Andrea Ghez, que receberam o Nobel de Física em 2020 por monitorar a órbita de estrelas ao redor do centro galáctico. Esses estudos provaram que um objeto invisível e extremamente denso exercia uma força gravitacional colossal no núcleo da Via Láctea.A relação entre a massa do buraco negro e a massa do bojo galáctico, conhecida como a relação M-sigma, sugere que ambos evoluem juntos. Quando a matéria cai em direção ao buraco negro, ela forma um disco de acreção que emite radiação eletromagnética vasta, criando o que chamamos de Núcleo Galáctico Ativo (AGN). Esse processo libera ventos e jatos que aquecem o gás interplanetário, impedindo que ele esfrie e colapse para formar novas estrelas, um fenômeno chamado de feedback de AGN.Em 2019, o Event Horizon Telescope (EHT) capturou a primeira imagem da sombra de um buraco negro supermassivo na galáxia M87, que possui 6,5 bilhões de massas solares. Essa imagem confirmou as previsões da Relatividade Geral de Einstein em escalas extremas. Atualmente, os cientistas acreditam que esses motores cósmicos são essenciais para regular o tamanho e a densidade das galáxias ao longo de bilhões de anos.
Fato verificado
FP-0007638 · Feb 20, 2026