Por que o mel nunca estraga, não importa quanto tempo passe?
O mel é um dos únicos alimentos que nunca estraga.
Sua durabilidade eterna deve-se à baixa umidade e à alta concentração de açúcar. Esse ambiente 'suga' a água das bactérias por meio da osmose, matando-as por desidratação antes que possam se reproduzir.
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A longevidade do mel é um fenômeno químico fascinante que envolve três fatores principais: baixa atividade de água, acidez e a presença de peróxido de hidrogênio. Com apenas 17% a 18% de umidade, o mel possui uma atividade de água de aproximadamente 0,6. Isso significa que a água está tão ligada às moléculas de açúcar que não está disponível para o crescimento microbiano.Além disso, o mel tem um pH ácido entre 3,2 e 4,5, o que inibe a maioria das bactérias. Durante a produção, as abelhas regurgitam a enzima glicose oxidase no néctar. Essa enzima quebra a glicose e produz ácido glucônico e peróxido de hidrogênio, um composto antisséptico conhecido por eliminar patógenos.Evidências arqueológicas confirmam essa resistência milenar. Em 2015, arqueólogos na Geórgia encontraram potes de mel datados de aproximadamente 5.500 anos, superando os famosos achados nas tumbas egípcias de 3.000 anos. O mel encontrado em escavações de 1922 na tumba de Tutancâmon ainda mantinha sua consistência viscosa e era tecnicamente comestível.Desde que seja mantido em um recipiente selado para não absorver a umidade do ar, o mel permanece biologicamente estável por tempo indeterminado. Essa característica o tornou valioso na medicina antiga, sendo citado no Papiro de Edwin Smith (1550 a.C.) como um tratamento eficaz para feridas e queimaduras devido às suas propriedades higroscópicas.
Fato verificado
FP-0007818 · Feb 20, 2026