É seguro comer ouro de verdade?

É seguro comer ouro de verdade?

O ouro puro é comestível porque é quimicamente inerte e não reage com o ácido do estômago.

Como um metal nobre, o ouro resiste à oxidação e à corrosão ácida. Ele passa pelo sistema digestivo sem ser absorvido ou transformado, o que o torna biologicamente inofensivo. Por isso, é usado na culinária de luxo apenas para fins estéticos, já que não possui valor nutricional nem sabor.
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O ouro (Au) possui o número atômico 79 e é um dos metais menos reativos da Tabela Periódica. Sua estabilidade química ocorre porque seus elétrons estão fortemente ligados ao núcleo, impedindo que ele forme ligações com o oxigênio ou com os ácidos gástricos humanos. Por ser quimicamente inerte, ele não se dissolve no trato digestivo e é eliminado intacto pelo organismo.Na União Europeia e no Brasil, o ouro é classificado como o aditivo alimentar E175. Para ser considerado seguro para consumo, o ouro deve ter uma pureza entre 22 e 24 quilates. Isso é essencial porque o ouro de menor pureza pode conter misturas de metais tóxicos, como cobre ou prata, que podem causar reações adversas ou acúmulo de metais pesados no corpo.Historicamente, o uso do ouro na alimentação remonta ao Egito Antigo e à alquimia medieval, onde acreditava-se que ingerir o metal trazia longevidade. No entanto, a ciência moderna confirma que o ouro não possui propriedades medicinais nem valor calórico. Ele é simplesmente um elemento que atravessa o corpo humano sem interagir com o metabolismo, servindo apenas como um símbolo de opulência na gastronomia contemporânea.
Fato verificado FP-0004748 · Feb 19, 2026

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