Você sabia que existe radiação na fumaça do cigarro?
Fumantes recebem uma carga de radiação equivalente a 300 radiografias de tórax por ano devido ao polônio no tabaco.
As folhas de tabaco capturam isótopos radioativos como o polônio-210 através de fertilizantes e partículas do ar. Ao fumar, essas substâncias se fixam nos pulmões e emitem radiação constante, causando danos celulares graves. Para quem fuma um maço por dia, a exposição radioativa supera até o limite anual permitido para trabalhadores de usinas nucleares.
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A presença de radioatividade no tabaco é conhecida pela comunidade científica desde a década de 1960. Estudos realizados por pesquisadores da Harvard School of Public Health confirmaram que o polônio-210 e o chumbo-210 são os principais vilões. Essas substâncias chegam à planta através de fertilizantes fosfatados ricos em apatita, que contém urânio natural, e pela absorção de radônio da atmosfera pelas folhas pegajosas do tabaco.Quando o cigarro é aceso, o polônio-210 se volatiliza a cerca de 600 a 800 graus Celsius e é inalado diretamente para os pulmões. Uma vez lá, ele se deposita em 'pontos quentes' nas bifurcações dos brônquios, onde permanece emitindo partículas alfa de alta energia. Diferente de outras toxinas que o corpo consegue expelir, esses isótopos radioativos têm uma meia-vida biológica longa e podem bombardear o tecido pulmonar por meses ou anos.Segundo o National Council on Radiation Protection and Measurements (NCRP), um fumante médio recebe uma dose de radiação de aproximadamente 160 mSv por ano em áreas específicas do pulmão. Em comparação, o limite de segurança para o corpo inteiro estabelecido pela NRC para trabalhadores nucleares é de 50 mSv anuais. Esse bombardeio constante de partículas alfa causa mutações diretas no DNA das células epiteliais, sendo um dos principais mecanismos por trás do desenvolvimento do carcinoma broncogênico.
Fato verificado
FP-0008486 · Feb 20, 2026