De que forma o descaroçador de algodão impactou a história da escravidão?

De que forma o descaroçador de algodão impactou a história da escravidão?

O descaroçador de algodão foi criado para facilitar o trabalho, mas acabou expandindo a escravidão.

Em 1793, Eli Whitney inventou uma máquina que limpava o algodão 50 vezes mais rápido que o trabalho manual. Essa eficiência tornou a fibra extremamente lucrativa, gerando uma demanda massiva por novas terras e mão de obra. Em vez de reduzir o esforço humano, a invenção fez a população escravizada nos EUA quadruplicar até 1860.
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Patenteado em 14 de março de 1794, o descaroçador de algodão de Eli Whitney revolucionou a economia do sul dos Estados Unidos. Antes dessa invenção, separar as sementes da fibra do algodão de fibra curta era um processo exaustivo que levava um dia inteiro para produzir apenas meio quilo de material limpo. Com a nova máquina, a produtividade saltou para cerca de 23 quilos por dia, tornando o cultivo comercialmente viável em larga escala.Essa mudança tecnológica transformou o algodão na principal exportação americana, representando mais da metade do valor total das exportações do país em meados do século XIX. O aumento da lucratividade incentivou os plantadores a expandir suas propriedades para o oeste, em direção ao Alabama, Mississippi e Louisiana. Esse movimento ficou conhecido como o Cinturão do Algodão, onde a terra era fértil e abundante.A necessidade de cultivar e colher volumes cada vez maiores de algodão para alimentar as fábricas têxteis da Inglaterra e do Norte dos EUA consolidou o sistema escravagista. Segundo dados do Censo dos EUA, a população de pessoas escravizadas saltou de aproximadamente 700.000 em 1790 para quase 4 milhões em 1860. O descaroçador, embora tenha sido um triunfo da engenharia, tornou-se um motor econômico que prolongou e intensificou a escravidão institucionalizada até a Guerra Civil Americana.
Fato verificado FP-0009636 · Feb 22, 2026

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