Como o hábito tradicional coreano de começar as refeições com uma pequena sopa beneficia a digestão e a saúde?
Na Coreia, a sopa servida no início da refeição funciona como um gatilho natural para a digestão.
Chamadas de 'guk' ou 'tang', essas sopas quentes preparam o estômago para receber alimentos sólidos. O calor e os nutrientes do caldo estimulam a produção de enzimas e sucos gástricos, facilitando o processamento de pratos mais pesados.
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A tradição coreana de iniciar refeições com caldos leves encontra respaldo na fisiologia digestiva moderna. Quando um líquido quente e rico em aminoácidos entra no estômago, ele ativa receptores sensoriais que sinalizam ao cérebro o início da fase gástrica da digestão. Esse processo estimula a liberação de gastrina, um hormônio que induz a secreção de ácido clorídrico e pepsinogênio pelas glândulas gástricas.Estudos publicados no Journal of Nutrition indicam que o consumo de sopas ricas em umami, sabor característico dos caldos coreanos feitos com algas e peixes secos, aumenta a saciedade. O umami estimula o nervo vago, que comunica ao cérebro a presença de nutrientes, ajudando a regular o apetite. Além disso, a temperatura morna do caldo promove a vasodilatação nos tecidos do trato digestivo, melhorando o fluxo sanguíneo e a motilidade intestinal.Pesquisas da Universidade Estadual da Pensilvânia demonstraram que pessoas que consomem uma sopa de baixa densidade calórica antes do prato principal reduzem a ingestão total de calorias em até 20%. Na Coreia do Sul, essa prática é milenar e faz parte do conceito de 'Yak-sik-dong-won', que prega que a comida e o remédio têm a mesma origem. Assim, o 'guk' não é apenas um acompanhamento, mas uma ferramenta funcional para manter o equilíbrio metabólico durante refeições complexas.
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FP-0008157 · Feb 20, 2026