É verdade que existem cervos selvagens vivendo no coração de Londres?
O Richmond Park, em Londres, abriga mais de 600 cervos selvagens que vivem livremente no local desde 1637.
O Rei Carlos I cercou a área em 1637 para torná-la um campo de caça privado. Hoje, o parque de 1.000 hectares protege populações de veados-vermelhos e gamos em plena metrópole londrina. Esses animais moldam a paisagem através do pastoreio, criando a famosa 'linha de pastejo' nas árvores, mantendo um ecossistema único que sobrevive há quase quatro séculos.
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O Richmond Park é o maior dos Parques Reais de Londres, cobrindo uma área de 955 hectares. Sua história como reserva de vida selvagem começou oficialmente em 1637, quando o Rei Carlos I introduziu cervos no local e construiu um muro de tijolos de 13 quilômetros de extensão para cercá-los. Atualmente, o parque abriga aproximadamente 300 veados-vermelhos (Cervus elaphus) e 350 gamos (Dama dama), que desempenham um papel ecológico vital.O pastoreio constante desses animais impede que o parque se transforme em uma floresta densa, mantendo o habitat de pastagens ácidas que é raro no Reino Unido. Um fenômeno visual notável é a 'linha de pastejo', onde todas as folhas das árvores abaixo de 1,5 metro são consumidas, criando uma linha horizontal perfeita em toda a vegetação arbórea. Este comportamento ajuda a manter a biodiversidade local, permitindo que plantas menores e insetos específicos prosperem sob a luz solar.A gestão da população é realizada pela Royal Parks, uma instituição que monitora a saúde dos animais e garante o equilíbrio ecológico. O parque é designado como um Sítio de Especial Interesse Científico (SSSI) e uma Reserva Natural Nacional devido à sua importância para a conservação. Além dos cervos, o local é um refúgio para fungos raros e besouros-veado, demonstrando como uma decisão real do século XVII criou um dos santuários urbanos mais importantes do mundo.
Fato verificado
FP-0007497 · Feb 20, 2026