Os faraós eram realmente saudáveis e em forma?
Faraós egípcios sofriam de obesidade e problemas cardíacos devido a uma dieta rica em açúcar e gordura.
Embora a arte egípcia os retratasse magros, tomografias em múmias revelam que muitos faraós eram obesos e tinham artérias entupidas. A dieta real era composta por pães refinados, muito mel, carnes gordas e cervejas densas. Esse estilo de vida sedentário e calórico resultou em doenças cardiovasculares semelhantes às da sociedade moderna.
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A imagem de faraós atléticos é uma idealização artística que diverge da realidade biológica revelada pela ciência moderna. O estudo 'Horus', publicado na revista The Lancet em 2011, utilizou tomografias computadorizadas em 52 múmias egípcias para investigar a saúde cardiovascular da elite antiga. Os pesquisadores descobriram que 44% das múmias apresentavam evidências de aterosclerose, uma condição onde placas de gordura endurecem as artérias.Um dos casos mais notáveis é o da Rainha Ahmose-Meritamon, que viveu entre 1580 e 1550 a.C. e morreu aos 40 anos com bloqueios graves em suas artérias coronárias. A dieta da realeza era baseada em alimentos de alto índice glicêmico, como pães feitos de farinha fina e grandes quantidades de mel e tâmaras. Além disso, o consumo excessivo de gado sacrificado em rituais religiosos garantia uma ingestão constante de gordura saturada.A cerveja egípcia da época era espessa e nutritiva, funcionando quase como uma refeição líquida altamente calórica. Análises de tecidos moles e ossos indicam que o sedentarismo era comum entre a nobreza, que não realizava o trabalho braçal da população comum. Esses achados provam que doenças cardíacas não são exclusivas do mundo moderno e já afetavam humanos há mais de 3.000 anos devido ao excesso alimentar.
Fato verificado
FP-0007739 · Feb 20, 2026