Por que o número de combinações no xadrez após 30 lances é maior que o total de átomos no universo?
Após apenas 30 jogadas, o número de posições possíveis no xadrez supera a quantidade de átomos no universo observável.
O xadrez gera uma explosão combinatória onde cada movimento multiplica as possibilidades futuras. No 30º lance, as combinações ultrapassam 10^90, enquanto o universo observável possui cerca de 10^80 átomos. Essa complexidade torna o jogo impossível de ser totalmente resolvido por computadores atuais.
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O conceito de que o xadrez possui mais variações do que átomos no universo foi popularizado pelo matemático Claude Shannon em 1950. Em seu artigo 'Programming a Computer for Playing Chess', ele estimou que o número de variações possíveis em uma partida média de 40 lances é de 10^120. Esse valor ficou conhecido como o Número de Shannon e serve para ilustrar a complexidade computacional do jogo.Para efeito de comparação, estimativas cosmológicas atuais indicam que existem entre 10^78 e 10^82 átomos no universo observável. Isso significa que, por volta do 30º lance, a árvore de decisões do xadrez já atingiu uma escala que desafia a realidade física da nossa galáxia. Cada jogador tem, em média, 30 a 35 movimentos legais disponíveis por turno, o que faz o crescimento ser puramente exponencial.Diferente do jogo de Damas, que foi resolvido em 2007 por Jonathan Schaeffer após 18 anos de cálculos, o xadrez permanece 'não resolvido'. A árvore de busca é tão vasta que nem mesmo os supercomputadores mais potentes conseguem mapear todos os resultados possíveis. Essa profundidade matemática é o que permite que a Inteligência Artificial e os grandes mestres continuem encontrando novas estratégias após séculos de estudo.
Fato verificado
FP-0008083 · Feb 20, 2026