O Super Bowl é capaz de estourar os canos de uma cidade?
O 'Big Flush' do Super Bowl causa uma queda drástica na pressão da água das cidades americanas.
Milhões de pessoas usam o banheiro ao mesmo tempo durante o intervalo do jogo. Esse comportamento sincronizado cria um pico de demanda tão alto que os engenheiros precisam monitorar as tubulações para evitar danos ao sistema hidráulico urbano.
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O fenômeno conhecido como 'The Big Flush' é um exemplo clássico de comportamento de massa impactando a infraestrutura. Durante o Super Bowl, a audiência nos Estados Unidos frequentemente ultrapassa 100 milhões de telespectadores. Quando o cronômetro para no intervalo ou ao final da partida, uma porcentagem significativa dessa população utiliza o banheiro simultaneamente.Em 1984, a cidade de Salt Lake City registrou um caso histórico onde a pressão da água caiu de 80 para 55 libras por polegada quadrada (psi) logo após o jogo. Engenheiros da rede de água de Nova York e Chicago monitoram esses eventos em tempo real para evitar o 'golpe de aríete'. Esse efeito ocorre quando mudanças bruscas no fluxo de água causam vibrações perigosas que podem romper tubulações antigas.Dados da empresa de saneamento de Edmonton, no Canadá, mostraram um padrão semelhante durante a final da Copa Stanley de 2006. O consumo de água saltou de 200 milhões para 250 milhões de litros em poucos minutos. Esses picos exigem que as estações de tratamento operem em capacidade máxima para manter a pressão estável em prédios altos e hospitais.Embora a tecnologia moderna e sistemas automatizados tenham mitigado os riscos, o evento continua sendo um desafio logístico. O 'Big Flush' demonstra como eventos culturais de grande escala podem testar os limites físicos da engenharia civil moderna. É um lembrete de que a infraestrutura urbana é projetada com base em médias de consumo que podem ser facilmente superadas por ações coletivas.
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FP-0007641 · Feb 20, 2026