Como funciona a bússola dentro do seu celular?
A bússola do seu smartphone utiliza um sensor menor que um grão de areia.
Em vez de uma agulha física, os celulares usam um magnetômetro de estado sólido. Esse minúsculo chip de silício detecta o campo magnético da Terra através do Efeito Hall. Como o sensor é extremamente sensível, ele pode sofrer interferência de componentes internos do próprio aparelho. Movimentar o celular em forma de 'oito' ajuda o software a calibrar o sistema e garantir a precisão em mapas e aplicativos.
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O funcionamento da bússola digital baseia-se no Efeito Hall, descoberto pelo físico Edwin Hall em 1879 na Universidade Johns Hopkins. Em um smartphone moderno, esse sensor é um sistema microeletromecânico (MEMS) que mede apenas cerca de 0,4 mm por 0,4 mm. Ele funciona detectando a diferença de potencial elétrico que surge em um condutor quando ele é exposto a um campo magnético externo.Empresas como a AKM Semiconductor e a Bosch Sensortec são as principais fabricantes desses magnetômetros de três eixos. Esses chips medem a densidade do fluxo magnético em microteslas (µT), sendo capazes de detectar variações mínimas no campo magnético terrestre, que varia entre 25 e 65 µT. A precisão é vital para o funcionamento do GPS e de ferramentas de realidade aumentada.A calibração em formato de 'oito' é necessária porque o metal e os ímãs dos alto-falantes do celular criam campos magnéticos locais. Esse movimento permite que o algoritmo do sistema operacional, como o Android ou iOS, mapeie essas distorções constantes e as subtraia da leitura final. Sem esse processamento matemático em tempo real, a bússola poderia apontar para direções erradas devido à interferência eletrônica interna.
Fato verificado
FP-0010133 · Feb 22, 2026