Como um ligamento de um doador falecido consegue funcionar no seu corpo?
Seu corpo pode transformar ligamentos de doadores falecidos em tecidos vivos do seu próprio organismo.
Em cirurgias de reconstrução, médicos usam tecidos de doadores chamados aloenxertos. Com o tempo, as células do seu corpo migram para esse enxerto e o reconstroem com novas proteínas. Em até 24 meses, o tecido original é totalmente substituído por suas próprias células vivas, tornando-se parte permanente de você.
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O processo de integração de um aloenxerto é conhecido na medicina como ligamentização. Quando um ligamento de um doador falecido é implantado, ele passa por quatro fases críticas: necrose avascular, proliferação celular, remodelação e maturação. Durante os primeiros meses, o tecido serve apenas como um andaime estrutural biológico enquanto as células do receptor começam a colonizá-lo.Estudos publicados no American Journal of Sports Medicine indicam que fibroblastos e células-tronco do paciente receptor infiltram-se na matriz de colágeno do doador. Essas células iniciam a produção de novo colágeno tipo I e tipo III, substituindo gradualmente as fibras antigas. Esse processo de substituição total pode levar de 12 a 24 meses para se completar totalmente em humanos.A utilização de aloenxertos é comum em cirurgias de Ligamento Cruzado Anterior (LCA), especialmente em pacientes que não possuem tendões autólogos saudáveis para retirada. Instituições como a American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) monitoram o sucesso dessas integrações, que apresentam taxas de eficácia comparáveis aos autoenxertos em diversas faixas etárias. A técnica é um exemplo fascinante de como a engenharia de tecidos natural do corpo humano pode incorporar materiais biológicos externos.
Fato verificado
FP-0008221 · Feb 20, 2026